"Você é o que escolhe ser. Escolha o amor." Isha



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sentir que nada tem sentido na vida

Neste vídeo Isha nos fala sobre sentir-se estancado e nada fazer sentido na vida.
Há legendas em Português.

Clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PVyPevp-co8

Tradução: Fabiana Simões

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que é o amor? E como posso senti-lo?

Neste vídeo Isha nos fala sobre o que é o amor e a inocência.
Desde o Centro La I México, em seu darshan de fim de ano.

Desfrutem!

Clique no link: http://www.youtube.com/watch?v=WruwPk-s6hs


Ah! O vídeo está com legendas em Português!!! :-)))





Tradução: Fabiana Simões
Link original:http://www.youtube.com/watch?v=1rSXKvdY1bk

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Carlos Drummond de Andrade Ishando


DEFINITIVO

"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Qual é seu desejo neste ano novo?


Seja o que for que você deseje,
para que se realize
existe uma única palavra mágica: SIM!



Por Isha




SIM À VIDA
SIM A RECEBER
SIM AO AMOR
SIM A ABRAÇAR COM GRATIDÃO O QUE SE APRESENTE
SIM A PERSEVERAR
SIM A IR ALÉM DE ONDE CHEGAMOS
SIM A NOSSOS FILHOS PARA QUE CRESÇAM SENDO O MELHOR QUE POSSAM SER
SIM AO VIZINHO, DANDO PARA JUNTOS DAR MAIS
SIM SIM SIM

E enfatizo isto, em um dia tão especial, em uma semana tão especial, pois talvez seja tão automático que nem percebemos como nos fechamos a receber e a experimentar o que a vida nos traz.

Mas não tenho dúvida de que se o que experimentamos até agora não nos dá o que buscamos, a única solução é deixar de fazer sempre o mesmo e tentar algo novo. Ou seja, começar a dizer SIM ao que até agora dizíamos NÃO, para ver se ao menos por aí haverá mudança.

O medo de que nos rejeitem, o medo de que nos julguem por fazer mal as coisas ou diferentes do convencional, o medo de se expressar e não encontrar o que buscava, é o maior medo dos seres humanos. Em resumo: o medo de não receber a aprovação dos outros.

Armamos com esse medo uma série de prisões quase sem percebermos, cujas barras têm em comum estarem construídas com muitos NÃO.

Temos medo que nos digam NÃO e então mentimos para que nos aceitem, mentiras pequenas ou grandes, mas nesse mentir, nós dizemos NÃO a nós mesmos. Temos medo de não sermos aceitos e então usamos máscaras e fingimos ser algo que não somos, até que finalmente terminamos tão focados na aprovação exterior, que perdemos nossa própria aprovação, e é como se nos convencêssemos de que há algo fundamentalmente mal conosco.

Esses NÃO que dizemos automaticamente às novas possibilidades no cotidiano, os que respondemos de forma automática – você já reparou? – esses NÃO são apenas proteções que resistem à vida.

A vida é como um grande rio em permanente fluir que traz experiências novas e onde podemos ir escolhendo as formas de experimentá-las em cada momento. E o que é que fazemos? Nós nos recusamos, dizemos NÃO e rejeitamos de mil maneiras, e seguimos escolhendo estar sempre na mesma prisão, uma caixinha com barras de NÃO que nos mantêm dentro dos mesmos limites.

Aqui não podemos ver refletida nossa verdadeira essência, nossa verdade. Vemos e experimentamos apenas o que aprendemos, nossas crenças, nossa história, o que o medo nos permite ver, e nada mais.

Nós muitas vezes ficamos estancados pelo NÃO dos outros ou o nosso próprio NÃO, e isso é como se preferíssemos estar com os olhos fechados, seguir adormecidos, mesmo que isso nos faça sofrer, porque é o conhecido.

Aquele ditado: “melhor mal conhecido que o bom por conhecer”... Será isso o que move o leme do curso de nossa vida? Nosso medo?

A única forma de despertar à verdade de quem realmente somos, ao amor incondicional e à alegria, é justamente não tendo nenhum NÃO, não importa na realidade o que você esteja fazendo, pois se cada coisa que você escolher fazer a fizer com totalidade em um 100%, estará assim escolhendo expandir sua consciência. E se decidir enfrentar e curar seus medos, todo seu crescimento será mais rápido ainda.

Ao ir além de onde seus medos lhe deixam chegar, você está tirando a energia e o poder que eles têm sobre você, e a liberdade que isto leva, a experimentará em qualquer momento e em qualquer lugar, porque é interna. Por exemplo, quando vai por aí caminhando em sua vida cotidiana, fazendo qualquer coisa, poderá sentir um espaço aberto que vibra em alegria, que está em paz, que é amor.

Você começará a sentir que isto é o único que quer seu coração: abraçar a vida, abraçar cada momento. Quando seus NÃO não lhe impedirem o fluir da vida, você sentirá crescer o amor e a alegria, sentirá expandir esse SIM, essa presença do momento, do agora, do aqui, tomará consciência da maravilha que lhe rodeia e poderá valorizá-la. Você verá que o focar-se na apreciação, na gratidão e no amor será algo natural.

Verá que quando você se abre, porque SIM sente a abundância ilimitada do universo agora, você poderá recebê-la. Não que antes não estivesse, apenas que ao dizer NÃO à vida, nos perdemos de receber tudo que faz parte da própria vida.

E justamente disso se trata o que compartilho sempre com vocês: o expandir da consciência e estabelecê-la permanentemente, expandir a paz interna, a alegria, o amor incondicional a si mesmo, que é o tesouro mais valioso que uma pessoa pode ter e que logo pode compartilhar de forma incondicional com quem lhe rodeia e com todos.

E isto vai ser posto em ação. E quais são as ações da consciência? Falar a verdade, ser transparente, ser inocente, ser vulnerável.

Escondemos nossas emoções e o que sentimos, não dizemos o que realmente pensamos, e todas essas coisas que escondemos são justamente as ações da consciência.

Então lhe convido a ser real em cada momento, começar a ser vulnerável e a dizer o que sente, sem frear-se pelo que o outro pensa, já que será mais importante ser leal a você mesmo, para assim alcançar amar-se incondicionalmente, e você verá que nesse momento o externo lhe refletirá isso perfeitamente. Quanto mais íntegro e transparente você seja, mais isso será visto refletido ao seu redor.

Então lhe proponho, para acelerar seu processo de crescimento interno, seu processo de expandir o amor e a consciência, que comece a fazer uma lista daqueles lugares em que há um NÃO, nos que há máscaras que disfarçam algo mais, e assim, reconhecendo-as primeiro, poderá enfrentá-las e mudar.

E também comece a anotar os resultados dessas mudanças, mesmo que sejam pequeninos. Serão os novos brotos que você pode apreciar. Seguramente você começará a sentir-se melhor e com menos estresse, menos tensão nas relações, no cotidiano.

Ao começar a anotar também as pequenas mudanças e a felicitar-se por ir criando uma vida com expansão da consciência em cada momento, em cada lugar e em cada ação, terá um ótimo efeito interno.

Aproveite estas festas e estas férias para cultivar seu novo terreno, onde este ano você verá frutos de sua consciência crescer em abundância. Feliz férias e feliz aventura com você mesmo.

Tradução: Fabiana Simões
Texto original: http://www.losandes.com.ar/notas/2012/1/2/cual-deseo-este-nuevo-ano-616126.asp

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Por que se escolhe ser infeliz?

Na realidade somos viciados em sofrer, é tão simples como isso. A maior parte dos seres humanos é infeliz. Surpreende-me que se estou com pessoas que não estão focadas na expansão da consciência, um dos entretenimentos favoritos é queixar-se e culpar o lado de fora pelo que lhes sucede. Estas podem ser pessoas bem sucedidas, bonitas, famosas, mas sempre há algo mal que não lhes está permitindo ser felizes. Não importa na realidade o que quer que você tenha, mas o que você está sendo.

As pessoas se queixam, isso é constante, e não importa aonde se vá, sempre há algo mal com o governo, algo mal com o meio ambiente, algo mal com o clima, algo mal com a economia. Quando estive na Suíça, não podia acreditar, ali se queixavam da economia! Fiquei boquiaberta! E na Austrália também, e eu lhes dice: vocês não têm ideia, nem sequer sabem o que significa ser pobre! Incrível! Mas é uma percepção focada no que não tenho, naquilo que necessito, no que não se quer fazer, em como se comporta minha mãe, no que ela disse, no que meu namorado não fez, ou no filho problema, sempre há algo que falta.

Esta atitude é constante e isso é a dualidade e meu foco se transforma nessa dualidade e não nas coisas lindas que acontecem. Não esse não é meu foco, não me foco no amor, no louvor, na gratidão, nãooooo... Me foco no que está mal! E isso está garantido, é a dualidade! Na dualidade sempre tem que haver algo mal até que você se transforme em tanto amor que o único que possa ver é a perfeição. E aí a mente diz: isso é irreal! Mas não, é a verdade! Porque o amor percebe apenas a unidade dentro da dualidade, escolhe a vibração mais elevada, empurra à mudança, não é passivo nem indiferente, se ocupa das coisas muito profundamente, mas não sofre por aquilo que percebe como injusto, senão o eleva, e esse é o poder do amor. Esse é o poder do amor e quando você se transforme nele, sempre estará feliz!

Isha

Tradução: Fabiana Simões

Texto original: http://www.revistafamilia.ec/index.php/articulos-de-la-vida-hoy/2919-i-por-que-uno-elige-ser-infeliz--

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quem bate à minha porta?

Já compartilhei antes sobre os hábitos dos meus pensamentos: minha cabeça adora tecer planos onde eu seria feliz se já estivesse casado, tivesse milhares de dólares ou fosse filho do Onassis.

Hoje, ou melhor, de ontem pra hoje, me caiu uma ficha: quando minha cabeça está assim disparada, tentando solucionar questões de ordem prática com qualquer resposta que se me cruze, é hora de parar e sentir. Debaixo das soluções apressadas da mente está uma ansiedade que só some quando desisto de controlar o exterior e abraço meus sentimentos o mais que posso.

Para ser mais específico, hoje, terça-feira, vou fazer outro personagem na nossa peça “Depois daquela viagem”. Temos um elenco grande e ensaiamos substituições, o que significa mudanças e me provoca ansiedade, um comichão pelo corpo tão natural e potente que me assustei e imediatamente meus pensamentos tomaram conta, buscando soluções.

O texto está decorado, as marcas já conheço e inclusive já ensaiei mas minha cabeça continuou preocupada até que eu “baixasse” para ver o que sinto e agora me encontro com esta sensação de montanha russa:

- Muito prazer, sou a Ansiedade! – ela me falou, entrando cheia de malas, com seu vestido suado. Ela é gordinha e fala pelos cotovelos.

- Muito prazer minha querida, sou o Geraldo! Sinta-se em casa, aqui dentro tem bastante espaço para todo mundo.

- Obrigado querido! Só vim te fazer uma visita: trouxe um pouquinho de frio na barriga e tremor nas pernas, só pra temperar um pouco seu dia.

E assim está sendo nossa conversa. Descobri que mesmo com essa visita tão espaçosa eu posso estar aqui, convivendo, sem precisar fugir de “casa” atrás de soluções rápidas.

É o que eu quero compartilhar hoje!

Um grande abraço, meu e de dona Ansiedade!

Geraldo

http://geraldorodrigues.wordpress.com/

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Obrigada Gera, por este lindo compartilhar!
Equipe do blog

domingo, 11 de dezembro de 2011

Focarmos na Alegria, uma escolha de vida

Já notou quão fácil que é nos focarmos naquilo que nos faz sentir cabisbaixo, denso, com aparência deprimida? E por que isso? Apenas porque nos afastamos do natural. O que é a depressão? O oposto da expressão. Então em que você se focará de acordo com o resultado que queira alcançar?

O que temos que fazer primeiro é começar a nos focarmos na alegria – na beleza, na inocência, na apreciação, no amor e na gratidão presentes em cada momento. Já não é hora de que tenhamos um pouco mais disso?

Como se expressa a alegria? Isto é o mais maravilhoso da alegria: não tem um formato fixo. Sua forma é uma vibração de vazio. A alegria é como uma cachoeira de montanha: suas bolhas efervescentes, surgindo eternamente de suas profundidades. Sua espontaneidade constante nutre e refresca, flui e preenche.

A alegria não busca o que está mal. Não critica o externo indo atrás de um culpado para suas sentenças e predicamentos. Se o fizesse, suas águas logo estancariam, descolorando-se y ficando sem vida. A alegria está aberta ao amor e a ser esse amor. Não tem uma ideia preconcebida de como deve ser o amor e a quem se deve dar.

Em lugar de esperar a plenitude externa – o prazer, a seguinte novidade para consumir ou o novo jogo – converta-se nessa alegria. Logo se mova ao mundo para compartilhá-la com a humanidade.

A alegria vive no momento presente, assim que deixe de vagar no passado e no futuro – que já tiveram bastante de seu tempo, verdade? É o momento de pôr atenção ao aqui e agora – ao presente, onde a vida realmente está acontecendo, um pouco da atenção que se merece.

Aos adultos, as crianças levam vantagem na área da felicidade – eles se aproximam de tudo como se fosse a primeira vez, completamente livres do que tenha acontecido anteriormente. Veem a magia e a maravilha em todas as partes. Imagine que alívio seria voltar a esse estado?

Quando eu era criança, apenas era. Eu não me observava, nem media as reações dos que me rodeavam, não estava tratando de manipular, nem de seduzir ou controlar de nenhuma maneira. Ser já era suficiente. Não tinha nem ideia do que significava ser ridículo ou ser sério: se era feliz, ria e se estava triste, chorava. Não questionava minhas ações. Apenas era. Eu era o estado de ser, sendo. Carregando a bagagem acumulada durante a idade adulta, com as opiniões, temores e percepções distorcidas, perdemos a espontaneidade.

À medida que avança em sua vida diária você pode continuamente limpar o quadro de sua mente e ver as coisas como as veria uma criança – sem expectativas nem recriminações. Trate de ver a cada pessoa como nova. Quando um mendigo vem lhe pedir uma moeda, dê-lhe um sorriso em lugar de sua rejeição habitual – talvez fosse isso a única coisa que ele realmente quisesse.

Quando sua sogra tediosa lhe telefona, não responda antecipando suas queixas e reprimendas. Quanto seu chefe lhe chama à sua sala, não espere de forma automática que seja para castigar-lhe – talvez queira lhe dar um aumento de salário! Sempre estamos alertas, esperando que algo saia mal. Ao invés disso, adote a inocência vazia e espontânea de uma criança: abra-se a receber com alegria.

Uma das coisas mais tristes da sociedade moderna é que levamos as coisas muito a sério. Nos sentimos impulsionados a cumprir com o que “deveríamos” ser, com o que acreditamos que o mundo espera de nós. Pensamos: “Não seja ridículo”,”não fale sem que te perguntem”, “não seja imaturo”,”não diga o que realmente tem na mente”-“o que pensarão?”. O autocontrole e a autocrítica se converteram em nossa forma de vida e esgotam nossa capacidade de jogar e de livre expressão.

Temos que aprender novamente a fluir desde o coração: permitir vermo-nos ridículos, dançar livremente, parar e recordarmos que a vida se trata de risada e alegria descontraída. Experimente. Talvez você goste.

Texto extraído do livro “Vivir para Volar”, de Isha, Editora Aguilar Fontanar. (Ainda sem tradução para o Português e à venda em algumas livrarias da América Latina).


Tradução: Fabiana Simões

Texto original: http://www.losandes.com.ar/notas/2011/10/31/enfocarnos-alegria-eleccion-vida.-603027.asp