"Você é o que escolhe ser. Escolha o amor." Isha

sábado, 24 de setembro de 2011

A CULPA

Pergunta de um estudante à Isha:
"Frequentemente me culpo pela carência e pelo sofrimento dos outros. Como posso me libertar desse sentimento de culpa?"

Resposta da Isha:
A culpa não é real.
Não há nada errado.
Você nunca fez nada errado.
A culpa é um truque que aprendemos para não amarmos a nós mesmos. Quando nos julgamos, estamos nos separando do amor. E isso não ajuda em nada.
Julgar-se é a maior perda de tempo, entretanto, é um dos nossos hábitos mais frequentes.
Você nunca fez nada errado. Ninguém nunca criou nada errado. Tudo o que criamos contibui para esta maravilhosamente intrincada e imprevisível ilusão de dualidade.
Algumas vezes gostamos das nossas criações; algumas vezes não.
Elas não são boas ou más, corretas ou incorretas.
Elas são sempre experiências perfeitas.
Todos nós criamos tudo perfeito, para experimentar a dualidade.
A culpa é uma forma de evitar nosso verdadeiro poder, porque nos tira do momento presente e nos leva ao passado.
"Quem dera eu não tivesse feito isso!"
A culpa é só uma idéia, um padrão de comportamento autoimposto que pensamos que devemos seguir para sermos boas pessoas.
Outras vezes tratamos de provocar a culpa, para poder manipular aos outros.
"Você é terrível comigo. Como você pode me tratar assim?"
Mas isso não é real. Deus nunca faz nada mau.
Quando despertei, em um instante me dei conta de que nunca havia feito nada de mau. Foi um impacto muito grande para mim, já que eu sempre havia sido a rainha da culpa; eu sempre estava reprovando minhas ações e me julgando. Agora posso ver que usava a culpa para evitar me ancorar em minha verdadeira grandeza.
As pessoas pensam que o ego é uma falsa impressão de grandeza, um sinal de orgulho que anda se exibindo por todos os lados. Na realidade, o ego é uma pequena voz na sua cabeça que sempre te mantém pequeno, sussurando incessantemente:
"Tem alguma coisa errada,
você não deveria se comportar assim,
você não é suficientemente bom,
não merece nada."
Esse é o ego. Pode usar um disfarce de arrogancia para proteger-se, mas o ego não é altivo, é justamente o oposto. O ego é o aspecto que te desvaloriza, que acredita que você não é importante, especial, único nem perfeito exatamente como você é.
O ego te mantém pequeno. Está cheio de medo. É o que nos impede de nos amarmos incondicionalmente.
Nós olhamos aos outros de um lugar de pena porque não podemos perceber nossa própria grandeza. A única maneira que podemos mudar isso é conhecendo a nós mesmos. Quando podemos ver nossa própria perfeição podemos ajudar aos outros a encontrarem a perfeição dentro deles mesmos, em vez de apoiá-los no papel de vítimas. Não existem vítimas. Mas para poder ver isso, você tem de curar a vítima que existe dentro de você.

Extraído do livro A Revolução da Consciência II, Isha
Traduzido e enviado por Sonia Duarte

Um comentário:

  1. Toda vez que eu ouço esse papo de que ninguém faz nada errado, de que não existem vítimas, eu me pergunto: E os nazistas, os tiranos e torturadores, os serial killers? Como a ISHA explica esses casos extremos de violência e sadismo?

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