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Hoje, ou melhor, de ontem pra hoje, me caiu uma ficha: quando minha cabeça está assim disparada, tentando solucionar questões de ordem prática com qualquer resposta que se me cruze, é hora de parar e sentir. Debaixo das soluções apressadas da mente está uma ansiedade que só some quando desisto de controlar o exterior e abraço meus sentimentos o mais que posso.
Para ser mais específico, hoje, terça-feira, vou fazer outro personagem na nossa peça “Depois daquela viagem”. Temos um elenco grande e ensaiamos substituições, o que significa mudanças e me provoca ansiedade, um comichão pelo corpo tão natural e potente que me assustei e imediatamente meus pensamentos tomaram conta, buscando soluções.
O texto está decorado, as marcas já conheço e inclusive já ensaiei mas minha cabeça continuou preocupada até que eu “baixasse” para ver o que sinto e agora me encontro com esta sensação de montanha russa:
- Muito prazer, sou a Ansiedade! – ela me falou, entrando cheia de malas, com seu vestido suado. Ela é gordinha e fala pelos cotovelos.
- Muito prazer minha querida, sou o Geraldo! Sinta-se em casa, aqui dentro tem bastante espaço para todo mundo.
- Obrigado querido! Só vim te fazer uma visita: trouxe um pouquinho de frio na barriga e tremor nas pernas, só pra temperar um pouco seu dia.
E assim está sendo nossa conversa. Descobri que mesmo com essa visita tão espaçosa eu posso estar aqui, convivendo, sem precisar fugir de “casa” atrás de soluções rápidas.
É o que eu quero compartilhar hoje!
Um grande abraço, meu e de dona Ansiedade!
Geraldo
http://geraldorodrigues.wordpress.com/
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Obrigada Gera, por este lindo compartilhar!
Equipe do blog
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