"Você é o que escolhe ser. Escolha o amor." Isha

terça-feira, 28 de junho de 2011

LINDO DEPOIMENTO DE MARIA TEREZINHA - Estudante de São Paulo

Resolvi aceitar esta oportunidade e atravessar meus medos de me expor, de não escrever bem e todas aquelas bobagens que minha cabeça ainda fala. Mas, estou feliz por fazer o depoimento.

No ano de 2010 completei 60 anos de vida e decidi dar de presente a mim mesma, o processo de seis meses em La I. Assim cheguei ao centro Isha no Uruguai em 20/06/2010. Fui com uma alegria grande em meu coração e consciente em estar aberta e disponível para tudo que acontecesse. Mas também com muito medo.
Trabalhar na cozinha, foi meu primeiro e grande desafio, mas a melhor oportunidade para desvelar meus padrões de comportamento, meus valores e idéias. Senti muitas vezes que estava sendo explorada, uma vez que acreditava dever dar conta de lavar aquelas imensas panelas. E lavando panelas, com a ajuda dos maestros fui vendo claramente meus conceitos de que existem trabalhos ou atividades que são menores e outros maiores e mais importantes. Pensava também, por me sentir explorada, que havia alguém que era mais do que eu.
Vi meu desejo de fazer tudo pefeito para ser reconhecida e admirada. Vi meu medo de "errar" e não ser querida. Percebi muitas vezes como eu achava que estava fazendo melhor do que meus colegas e os julgava querendo que fossem diferentes. Percebi minha arrogância em achar que já sabia tudo. E assim, estando atenta ao que sentia, fui me deparando com a minha subalternidade, logo eu que fui assistente social e trabalhei minha vida inteira pela igualdade das pessoas. Pude ver meu preconceito com atividades domésticas, em como eu acreditava que uma pessoa pode explorar outra ou a prevalência de um sobre o outro. Logo eu que lutei em partido de esquerda pela igualdade social.
Conforme ia vivendo aquelas experiências, foi ficando claro para mim, que tudo que fazia em minha vida era para os outros e nunca para mim, ainda que meu discurso fossse o contrário. E por fim, pude ver o quanto eu não me amava e portanto como poderia amar realmente, incondicionalmente meu povo, meus companheiros, meus mestres, todos. Meus valores e idéias estavam apoiados no externo, na forma e aparência das coisas e não em como nos sentimos em relação a estas coisas.
Quando cheguei a isto, iniciei minha jornada de volta a meu coração:" Cada panela que eu lavo é para mim que lavo, porque é através dela que eu posso ver a mim mesma e voltar a simplesmente ser". Tudo isto foi acontecendo durante o processo, de forma sincrônica e mágica. Ao final dos seis meses, estava de volta em casa ou seja, em meu coração.
Hoje posso estar neste mundo exterior que já não me absorve como antes. É como se o mundo fosse o quintal ou play ground de minha casa. Posso sair e brincar, viver os jogos e crescer com eles. Mas em um momento qualquer me lembro que este espaço externo não é minha casa e entro nela de volta. E então, meus queridos, todos nós sabemos como é bom chegar em casa. É em meu coração que eu descanso de tantos pensamentos, tantas necessidades e ilusões que ainda vivo. E isto faz toda a diferença em minha vida, porque sei que posso escolher entre o mundo externo e a paz e tranquilidade de meu coração.
Sinto que meu processo continua, porque agora estou sempre observando a mim mesma e voltando para meu coração. Fazer o processo de seis meses foi, sem dúvida, o melhor presente que eu poderia ter dado a mim mesma: cheguei para ele, aberta, alegre, mas com muito medo e pensando muitas coisas. Saí, reconhecendo minha força, minha capacidade de confiar e me render à vida a partir deste lugar a que chamo minha casa que é amor e paz.
Sou grata a Isha por este Sistema maravilhoso, a meus queridos maestros Isha por tanta confiança no processo de cada um de nós, a meus companheiros queridos de jornada, e a cada um de vocês pela oportunidade de compartilhar esta experiência tão linda e atravessar, neste momento, meu medo de me expor. Beijos


Maria Terezinha - Gauhar.São Paulo/Brasil, junho 2011
Obrigada Terezinha! Lindo depoimento!

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