"Você é o que escolhe ser. Escolha o amor." Isha

sábado, 23 de março de 2013

A arte de escutar


Vivemos rodeados por uma rede de comunicação permanente, cujos estímulos visuais e auditivos nos acostumamos com muita facilidade, quase ao ponto de nos anestesiarmos.

Mas o fato de nos informarmos não significa exatamente que nos comuniquemos. Geralmente nossas respostas, devido ao aumento da velocidade em tudo, são muito mais automáticas, quase robóticas. Isto se dá porque não temos tido tempo de parar. Parar e ver, parar e sentir, parar e ser.

Quando nos comunicamos com nossos semelhantes, raras vezes escutamos o que nos dizem e frequentemente já estamos respondendo antes que o outro tenha terminado de falar.

Em cada interação ou relação ocupamos distintos papéis: o que escuta passivamente e é apenas uma orelha para o que não para de falar, o que se comunica emotivamente, mas o outro não o tolera, enfim, há uma multitude de formas e todas tem um ponto em comum: nenhum deles na realidade está escutando a si mesmo, e portanto, não sabe como escutar nem como se comunicar com o outro.

O fato de ter orelhas lhe permite ouvir, mas ao escutar já envolve a conexão interna para verdadeiramente receber e, especialmente, sentir. Então, o primeiro passo aqui é aprender a escutar a si mesmo, e quando você consegue isso, pode profundamente escutar a todos, e então experimentará o poder de transformação que isto implica para as pessoas envolvidas.

Então, como podemos modificar isto? Como abrir as avenidas para escutarmos cada vez mais e melhor? Como conseguir mudar e assim poder verdadeiramente escutar o que os outros nos querem comunicar?

O primeiro passo é dar-nos conta, percebermos que a repetição de nossas ações, de nossas atitudes, nos leva sempre ao mesmo lugar, esse lugar automático e inconsciente, e que isso pode ser mudado. Como?

Muda quando você para e deixa de fazer as mesmas coisas robóticas e repetidas de sempre. Então vai começar a saber, a conhecer-se, a viver conectado experimentando essa diversidade e variedade tão única e singular que é cada indivíduo.

E começará a ver que não havia confiança em si mesmo, que você não se respeitava, que se forçava a fazer coisas em busca do “deveríamos”, mesmo se lhe fizesse dano. Em síntese, nossas ações não coincidem com nosso sentir, e é porque não nos escutamos. Depois deste reconhecimento tão importante, a próxima vez poderemos optar por atuar desde o amor e o respeito interno a si mesmo, e então notaremos a diferença, tanto na resposta como nos sentimentos.

Essa sensação nos acompanha e também nos ensina a fortalecer a bússola interior: o próprio coração. E poderemos começar a perceber e decidir desde aí. Quando nossas ações e interações estão guiadas desde este lugar, podemos estar presentes em nós mesmos, com nós mesmos e com os demais.

Isha

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Texto original: http://ishanoshabla.blog.terra.com.mx/2012/06/18/el-arte-de-escuchar/
Tradução: Fabiana Simões
Foto: utilizada no artigo original

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