"Você é o que escolhe ser. Escolha o amor." Isha

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Jornada Isha em Belo Horizonte

Nesse domingo tivemos em BH uma jornada de unificação na casa da estudante Margareth, seguida por um almoço vivo, com sementes germinadas, frutas, verduras e muito amor, feito pelas estudantes Laurita, Maria Lúcia e Maria Madalena. Terminamos o dia com uma videoconferência com a mestra mineira Valéria, diretamente do La I Uruguai.

Obrigada pessoal por uma dia tãããão gostoso!

Você foge das suas emoções?

As emoções são uma parte natural da vida humana. Se estamos procurando alcançar uma relação sadia com nós mesmos, é essencial aprender a abraçar nossas emoções. A maioria de nós aprendeu desde pequeno que certas emoções são “más” ou inadequadas: Talvez nos disseram para não chorar, ou que nunca ficássemos com raiva.
Entretanto, ao negar esses sentimentos nós não os eliminamos. Quando se ignora uma emoção, ela fica aprisionada dentro de nós, desenvolvendo e contribuindo para a criação de uma carga acumulada de emoções reprimidas.
Com o tempo, essas emoções se distorcem: a raiva se converte em ódio ou ressentimento, eventualmente explodindo em ataques de fúria e violência; a tristeza se converte em depressão. Só precisamos olhar para uma criança para ver como são naturais as emoções. As crianças se aborrecem e se entristecem espontânea e facilmente ao mesmo tempo tem uma habilidade inata para encontrar alegria e diversão em tudo. O mundo para elas é um lugar mágico, onde elas são capazes descobrir maravilhas, enquanto os adultos só encontram aborrecimentos.
Isto acontece porque as crianças não negam nenhum aspecto de sua gama de emoções. Abraçam todas as matizes sem julgamentos, como partes naturais da experiência humana. Como resultado, quando chega a ira ela é intensa, mas de curta duração: cinco minutos mais tarde já se esqueceram completamente que estavam com raiva, absortos que estão na emoção de um novo momento, o próximo descobrimento.
Às vezes quando estamos no caminho espiritual aplicamos o condicionamento infantil de “deverias” e “não deverias” em nosso processo de crescimento: tratamos de nos encaixar na imagem de um “bom” menino ou uma “boa”menina- uma imagem que não está muito longe das expectativas depositadas em nós por nossos pais e pela sociedade. A busca do amor incondicional rege nossa maneira de nos comportarmos: tentamos imitar as ações de amor e compaixão, porém sem nos converter nestas experiências. Isto nos leva a um maior ressentimento e frustração, porque como podemos abraçar ao outro em sua perfeição se vemos a nos mesmos como imperfeitos? Como podemos ser compassivos se não nos conhecemos a nós mesmos? Ao tentar nos libertar das fronteiras das nossas limitações passadas, saltamos dentro de uma nova caixa, às vezes ainda mais rígida que a anterior.
Para experimentar nossa divindade, primeiro devemos abraçar nossa humanidade. Para amar incondicionalmente, primeiro devemos descobrir nossa perfeição. Abraça sua raiva, abraça sua tristeza: não é através da negação que você vai se liberar desses sentimentos, mas através da aceitação. Ao se permitir sentir a carga acumulada de emoções, você vai liberar espaço em seu interior. Espaço para ser, espaço para amar, espaço para descobrir quem realmente você é.

Fonte: Blog Isha nos Habla
Tradução: Sonia Duarte

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